Acostumado a animar as manhãs da telinha no programa “Hoje em Dia”, da Record, Eduardo Guedes é o tipo de homem que conquista as mulheres pela boca, literalmente.Desde criança o chef de cozinha acompanhava a avó e familiares no preparo de pratos e acabou tomando gosto pela culinária. Apesar de cursar faculdade de administração e trabalhar em banco, foi na área gastronômica, sua paixão de infância, que Edu realmente teve reconhecimento. “Queria ter um negócio meu e vi que dentro do banco era complicado para trabalhar, achei que não era muito minha cara ficar dentro de um escritório. Tinha pensado no começo de fazer um trabalho com vinho e bruscheta, comida italiana. Também pensei em sorvetes, pois como o Brasil é um país tropical, tinha tudo a ver. Fui por este lado, no conceito artesanal de loja, e decidi abrir a Stuppendo após fazer cursos na Itália. Deu super certo”, disse Edu em entrevista ao EGO. Pouco tempo depois, a vida de Eduardo Guedes deu outra guinada. A sorveteria Stuppendo ganhou um prêmio na maior feira de sorvetes da Itália e, a partir de então, começaram a surgir convites para participar de programas de TV preparando receitas. “Só fui para TV por causa do sorvete. Faço outras coisas, mas sem perder meu foco. A culinária é o que gosto de fazer, o que me dá prazer. Hoje fico três horas e meia no programa, dedico 70% do meu tempo à função de apresentador, mas sempre vou continuar focado na área de culinária”. E se na vida profissional tudo vai muito bem, obrigado, Edu também não tem motivos para reclamar da vida pessoal. O chef revela que a separação de Eliana, em abril deste ano, é um assunto superado e que só quer saber de curtir o início de namoro com a empresária Daniela Zurita, com quem está há quatro meses. “Hoje, se eu voltar a pensar em casar, vou ponderar mais antes. Você fica mais atento a tudo. Não tenho nada contra ninguém, contra a Eliana. Acho que ela é uma excelente pessoa, simplesmente o casamento não deu certo. Torço que dê tudo certo pra ela, mas estou focado na minha vida, nas minhas coisas”.Confira a entrevista na íntegra abaixo. POR Patrícia Dantas
01. Como você tomou gosto pela culinária? Eu cursei administração e estava estudando economia financeira no banco de Boston, onde trabalhava. Queria ter um negócio meu e vi que dentro do banco era complicado para trabalhar, achei que não era muito minha cara ficar dentro de um escritório. Pensei até na possibilidade de trabalhar dentro do banco, mas fazer algum outro tipo de trabalho fora. Aí decidi: acho que quero ter meu próprio negócio, mas não sabia ao certo o quê. Tinha pensado no começo em fazer um trabalho com vinho e bruscheta, comida italiana. Também pensei em sorvetes, pois como o Brasil é um país tropical, tinha tudo a ver. Fui por este lado, no conceito artesanal de loja, e decidi abrir a Stuppendo. Começamos do zero, eu e minha mãe, nossa família não tinha experiência no ramo até então. Fui para Itália, que é o local onde mais se faz sorvete artesanal no mundo, estudei e voltei ao Brasil para abrir minha sorveteria. Deu super certo.
Queria ter um negócio meu e vi que dentro do banco era complicado para trabalhar, achei que não era muito minha cara ficar dentro de um escritório. Fui para Itália, que é o local onde mais se faz sorvete artesanal no mundo, estudei e voltei ao Brasil para abrir minha sorveteria
02. Você disse que na Stupendo há mais de 600 sabores de sorvetes. Como você escolhe todos esses sabores? No começo, há 11 anos, sentia que meus amigos chefes de cozinha de restaurantes queriam sorvetes específicos. Eles ligavam pedindo um sorvete de creme não tão doce ou então um sorvete de chocolate não tão forte. Começou assim: muita gente me pedindo coisas diferentes. Produzindo e atendendo pequenos lugares, há a possibilidade de fazer qualquer sorvete. Testo muitas misturas. Se der errado, é só tirar de circulação.
03. Qual é o seu sabor favorito? Sempre o que faço por último, pela novidade, acho gostoso. O último que a gente fez foi com a cachaça da Dani Zurita (namorada). Tangerina com gengibre também é muito bom.
04. Depois de um tempo você acabou emplacando em programas de TV. Como foi essa migração para a televisão? Só fui para TV por causa do sorvete. Ganhamos um prêmio em 1997 na maior feira de sorvetes da Itália. Ficamos em segundo lugar no mundo inteiro com o sorvete. Por conta disso, fui contratado pra trabalhar lá e, quando voltei ao Brasil, alguns programas de TV me chamaram para dar entrevista, não para fazer receitas. Naquela época demos entrevistas para o Boris Casoy e para vários programas, entre eles o “Mulheres”, comandado pela Claudete Troiano na Gazeta. A Claudete falou que havia dado certo e se eu não queria voltar na semana seguinte pra fazer uma receita. Fiz para testar, deu super certo, ela pediu para voltar na outra semana e assim foi indo, voltava toda semana. (risos) Antes era uma divulgação do trabalho, podia falar da Stuppendo e achei que era interessante a televisão para divulgar meu trabalho na sorveteria. Reparei que comecei a vender muito mais aqui, isso em 1998, 1999. Em 2000, a Claudete foi para a Record e me chamou para ir junto. Eu fui e começou a virar trabalho: de uma passou para duas vezes por semana, fiquei três anos com a Claudete no “Note & Anote”. Deu super certo. Após um tempo, o Paulo Henrique Amorim me convidou para fazer um quadro de culinária no programa “Tudo a Ver”, trabalhei com ele dois anos e aumentou ainda mais o trabalho, já que saía pra gravar além de ficar na emissora. Em agosto de 2005, surgiu a oportunidade de fazer o programa “Hoje em Dia” com a Ana Hickmann e o Britto Junior, todos os dias. Foi assim, uma crescente. Faço outras coisas, mas sem perder meu foco. A culinária é o que gosto de fazer, o que me dá prazer. Hoje fico três horas e meia no programa, mas pretendo continuar sempre focado na área de culinária.
Só fui para TV por causa do sorvete. Antes era uma divulgação do trabalho, podia falar da Stuppendo e achei que era interessante a televisão para divulgar meu trabalho na sorveteria
05. Você gostou deste rumo que sua carreira tomou: se tornar um apresentador de TV? Acho que hoje 70% do meu tempo é destinado à televisão, porque não é só o programa, é muito mais. Ano que vem vamos viajar para fazer matéria na Suíça, as coisas tomaram uma proporção muito maior, envolve patrocinadores, multinacionais ligados à alimentação também. Vale a pena fazer desde que você tenha um foco. Há muita gente que se perde neste caminho, vai deixando as coisas para trás ou larga tudo. A base do meu trabalho é a culinária e vou acrescentando, na medida do possível, novas coisas. A televisão só veio a agregar no meu trabalho nesta área de alimentação. Vou lançar agora quatro livros de receitas focados em temas, como entradas e sobremesas, e também um livro sobre alimentação saudável, em parceria com a Record. Tudo ligado à gastronomia mesmo.
A base do meu trabalho é a culinária e vou acrescentando, à medida do possível, novas coisas. A televisão só veio a agregar no meu trabalho nesta área de alimentação
06. Você tem vontade de abrir um restaurante? Já tive bastante. Quando trabalhava com o Paulo Henrique Amorim, fizemos cursos de vinhos juntos e faltou muito pouco para montar um restaurante. Na seqüência veio um convite da Record para fazer um programa e um contrato longo também para seguir. Achei que não era a hora porque já tinha muita coisa para fazer. Apesar da vontade, não queria abrir um restaurante e fazer o que muita gente faz, colocar o meu nome no estabelecimento, encher o lugar e não estar lá pra acompanhar de perto todo o processo, não acho justo. Por isso, por enquanto, não vou abrir.
07. Quando decidir abrir uma casa, qual será a especialidade? Tenho algumas idéias. Quando a gente tem a possibilidade de mostrar um trabalho fácil que as pessoas entendam é super válido. Quero fazer algo neste sentido, com simplicidade, para que as pessoas reproduzam em casa no jeito delas. Já pensei em cada coisa de louco. (risos) Testo todas as receitas do programa, todos os dias, aí pensei em montar uma cozinha, restaurante experimental onde a pessoa vai, experimenta a receita que fiz na TV ou coloquei na revista e, se ela gostar, paga, caso contrário, não paga. (risos) É louco isso, mas é verdade. (risos)
08. Há uma pressão dos amigos para você cozinhar sempre que vocês se encontram em alguma ocasião especial? Eu cozinho, mas só quando tenho vontade de fazer. No leilão da Dani Zurita, em Araras, fiz um jantar só para amigos, umas 40 pessoas, à 1h30 da manhã na fazenda. Tudo o que faço é com vontade de fazer. Acontece de eu chegar e ajudar na casa de algum amigo, mas só se estou a fim mesmo. Sou muito sincero com meus amigos, tenho uns quinze amigos que conheço há muitos anos e quando um ou outro não está com vontade de cozinhar, vamos comer fora. Muitos já aprenderam também a preparar receitas, é engraçado isso. (risos)
09. Com o tempo você saiu do anonimato e acabou se tornando uma celebridade. Como lida com esse rótulo? É uma coisa que, no meu caso, foi bem gradativa. De acordo com o crescimento de trabalho, aconteceu também o crescimento do reconhecimento. Eu não exponho a minha vida pessoal, acho que isso é um lado importante porque muita gente escancara um monte de coisa e depois não quer que a imprensa comente. Acho que este tipo de coisa na vida de quem trabalha na televisão todo dia por muito tempo pode acabar se tornando algo prejudicial, caso você não tenha cuidado. Você vive em função disso. Já tenho meu trabalho na televisão, não faço da minha vida pessoal uma exposição para se tornar mais alvo que qualquer outro tipo de coisa, sei separar isso. Ao mesmo tempo, a relação com os fãs foi crescendo e acho que a gente tem que agir da melhor forma possível. Eu respeito todo mundo, então acho que por isso as pessoas me respeitam. A mesma coisa acontece com a imprensa: da mesma forma que você tratar os jornalistas, eles vão te tratar também, me dou bem com todo mundo. Quando me separei da Eliana, muitos fotógrafos vinham atrás de mim aqui na sorveteria. Eu queria ir para fábrica trabalhar, peguei meu carro e saíram todos atrás me seguindo. Dei a volta no quarteirão, falei pra eles tomarem um sorvete e fiz as fotos que eles precisavam. (risos) Deixei o endereço para onde estava indo, pedi para eles não me seguirem, pois me sentia desconfortável com a situação, e nenhum deles apareceu por lá. Eles me respeitam, pedem para tirar foto. Isso é legal, um ajudar o outro. Ter uma relação de respeito mútuo é a melhor coisa sempre.
Já tenho meu trabalho na televisão, não faço da minha vida pessoal uma exposição para se tornar mais alvo que qualquer outro tipo de coisa, sei separar isso
10. Você e a Eliana se separaram em abril deste ano. Desde então, saiu muita coisa sobre a separação de vocês. Esse já é um assunto superado? O que há de verdade e de mentira de tudo o que saiu na imprensa? No momento que a gente decidiu em conjunto se separar, na minha cabeça as coisas já estavam resolvidas. Você não toma a decisão de se separar naquele dia e, naquele momento, começa a pensar sua vida. Acho que as coisas não funcionam deste jeito. A realidade é: alguma coisa não está boa e, se não está boa, quando acontece algo, você pretende retomar um outro caminho na sua vida. Antes, quando eu era casado, eu já não falava nada de vida pessoal porque isso não me interessava. Agora que terminou tenho menos direito ainda de falar. Essa é a minha conduta. Não me faço de vítima de nenhuma situação, não coloco a culpa em outra pessoa por determinada coisa. O casamento não é formado por uma pessoa só, se tivesse alguma coisa para falar era melhor ter dito quando ainda era casado para corrigir, ninguém casa para separar. Não ia ser burro de falar depois, o que isso vai corrigir? Nada, já foi. Uma fase foi superada totalmente quando o casamento acabou. Não terminou naquele dia, tinha acabado antes já. Não é um botãozinho que você liga e desliga. Acho que de tudo a gente tem que tirar algo positivo. O casamento traz uma forma de você pensar diferente, seu relacionamento com as pessoas é diferente. Em um casamento, uma coisa é na teoria, outra é na prática. Hoje, se eu voltar a pensar em casar, vou ponderar mais vezes antes. Você fica mais atento a tudo. Não tenho nada contra ninguém, contra a Eliana. Acho que ela é uma excelente pessoa, simplesmente o casamento não deu certo.
Não tenho nada contra ninguém, contra a Eliana. Acho que ela é uma excelente pessoa, simplesmente o casamento não deu certo
11. Vocês são amigos ainda? No meu modo de entender, não vou ser burro de casar com uma pessoa sabendo que essa pessoa tem alguma coisa ruim. Não tenho nada de ruim para falar dela nem de ninguém também. Quando alguém fala alguma coisa negativa acho complicado, porque em um casamento só duas pessoas se casaram e só essas duas pessoas sabem como é. Tenho como princípio ressaltar as coisas positivas que faço e não ficar me comparando com os outros, cada um faz o seu e pronto. Não tenho relação com a Eliana hoje em dia. O que a gente tinha era o casamento. Como isso passou, não tem razão hoje para ter um contato, a não ser profissional, para alguma coisa. Do contrário, não tem nada. Torço que dê tudo certo pra ela, mas estou focado na minha vida, nas minhas coisas. Sempre que alguém me pergunta alguma coisa nunca falo nada e nunca vou falar, porque não tem o que dizer.
Não tenho relação com a Eliana hoje em dia. O que a gente tinha era o casamento. Como isso passou, não tem razão hoje para ter um contato, a não ser profissional
12. Você é vaidoso? O que costuma fazer para cuidar da aparência? Eu converso e faço acompanhamento com o endocrinologista Maurício Hirata. De estética, não me preocupo muito. Me preocupo só com duas coisas: dermatologista e cortar o cabelo com a mesma pessoa, no Jacques Janine. Preciso cuidar da pele porque faço a barba todo dia e passo maquiagem para não brilhar na TV. Mudo muito fácil a dieta, de acordo com o que me interessa vou mudando. (risos) Consigo controlar o peso também com uma alimentação balanceada, mesmo sem fazer exercício.
13. E o relacionamento com Daniela Zurita, como está? Estamos juntos há quatro meses. Conhecia os pais da Dani antes de nos relacionarmos. Depois que a gente já estava junto, ela falou que eu conhecia os pais dela, muito engraçado isso. (risos) Aí que fui ligar a família à história. Já conhecia o pai e a mãe dela. Ela é uma pessoa legal, hoje não temos o que esconder, mas também não é necessário ficar expondo a vida pessoal, temos que separar bem isso. Estamos felizes, se expor acho que não é positivo nem pra ela nem pra mim.
14. Já pensam em oficializar a união? Não penso em casamento nem em filho por enquanto não. (risos) É muito cedo ainda, a gente se dá muito bem, mas estamos nos conhecendo melhor. Temos que dar um passo de cada vez, sem dúvida ela é uma pessoa muito bacana, tem uma família muito legal, os pais da Dani são sensacionais. Tenho respeito e carinho e admiro os valores que ela tem, acho isso importante. Mas por enquanto a gente ainda não marcou nada não. (risos)
Não penso em casamento nem em filho por enquanto não. É muito cedo ainda, a gente se dá muito bem, mas estamos nos conhecendo melhor
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